PROFESSOR ESTUDANTE
FILOSOFIA DO PROFESSOR ESTUDANTE
Particularmente compreendemos que ser educador é ter a capacidade de acreditar na
diferença, questionar, reconstruir e aprender na profissão, na vida. É interligar o nosso
projeto de vida com o projeto de vida da escola, pois ambos se completam.
Visitantes
domingo, 2 de outubro de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
PROJETO: APRENDENDO A CONVIVER NA ESCOLA
PROJETO : APRENDENDO A CONVIVER NA ESCOLA
Aprendendo a conviver adequadamente na escola
Objetivos:
Reconhecer a importância, compreender, valorizar e utilizar as regras• mínimas de boa convivência.
Vivenciar os valores universais (solidariedade,• respeito, colaboração...).
Interagir com os outros em diferentes grupos e• diferentes situações, relatando suas idéias e respeitando as idéias dos outros.
Dispor-se a buscar soluções pacíficas para os problemas, de forma• individual e coletiva, tanto envolvendo atitudes como conhecimento.
Saber• ouvir os outros em diferentes situações.
Resolver os conflitos sem brigar,• procurando controlar sua impulsividade.
Atuar com mais autonomia nas• atividades habituais e nas interações com o grupo, desenvolvendo as possibilidades de tomar iniciativa e estabelecer relações afetivas e respeitosas.
Colaborar no planejamento e realização das atividades de• grupo, respeitando pontos de vista contrários, articulando seus interesses com os dos outros, assumindo seu papel no grupo e suas responsabilidades.
• Estabelecer relações mais equilibradas e construtivas com os colegas com os colegas, comportando-se de maneira solidária, valorizando as diferenças e rechaçando qualquer tipo de discriminação.
Atividades:
- Trabalho com textos e ou livros diversos que sugerem temas como solidariedade, respeito aos outros, boas maneiras, cooperação, estímulo à sensibilidade e reflexão...
- Jogos e dinâmicas que estimulem a amizade, cooperação e o respeito às diferenças.
- Elaboração de frases e histórias que enfatizem a convivência adequada no grupo.
- Dramatização de situações de conflito que podem surgir na escola, confrontando com a dramatização do que seria a atitude mais adequada para o momento.
- Trabalho em parceria com a professora de Ensino Religioso, procurando desenvolver assuntos sobre valorização à vida, amor ao próximo, estímulo aos bons sentimentos e atitudes...
- Conversas informais (rodinha) para refletir sobre situações que surgem em aula ou temas abordados em textos, buscando soluções no grupo e valorizando a participação e o comprometimento de todos.
- Atividades em grupo e duplas
- Manual da Convivência
- Definição das regras de convivência da turma
- Eu vi uma barata: forma-se um círculo com as crianças. Uma inicia dizendo “ eu vi uma barata na fulana”. Quem estiver a sua direita deverá defender seu amigo dizendo: “ não, na fulana a barata não está. Eu vi foi na beltrana”. O jogo prossegue até que todos sejam chamados.
- Corpo a corpo: os alunos circulam pela sala e na ordem do professor juntam as partes do corpo solicitado: mão 5, braço 3, cabeça 4,...
- A bola da vez: forma-se um círculo com os alunos. Um começa jogando uma bola a um colega e dizendo o seu nome. Este continua o jogo, atirando a bola para o outro e assim por diante.
- Você sabe quem são seus colegas? : folha com perguntas.
- Dança das cadeiras: formam-se dois círculos de crianças, um fora e outro dentro. Os alunos deverão conversar com o seu colega da frente sobre o que mais gosta de fazer em casa quando não está no colégio. Ao sinal da professora, a roda do meio irá girar uma vez, seguindo a mesma conversa até que todos conversem com todos.
Jogo do nome: cada aluno tira de um saco o nome de um colega. Escreve seu nome, bem grande, numa folha de ofício e procura escrever o maior número de palavras que conhece que começam com a mesma letra.
- Dinâmica do Elefante: Cada criança receberá o desenho de um elefante onde deverá escrever uma palavra que a turma não deverá esquecer até o final do ano.
- Escrever um recadinho para um amigo ( sortear quem escreve para quem).
- Fazer um desenho bem bonito, escrevendo de: e para: ( sortear quem desenha para quem).
- Ursinho: forma-se um círculo. Neste círculo passará um ursinho. Cada criança deverá fazer nele um gesto. Quando todos tiverem terminado, a professora explicará que os alunos deverão fazer o mesmo gesto que fizeram no ursinho no colega da direita.
- Empresta-me tua casinha? Desenha-se no chão vários círculos ( um a menos que o número de crianças). Cada círculo será ocupado por uma criança. A que ficar sem a casinha deverá chegar a uma criança e dizer: “ empresta-me tua casinha?”. Todas as outras deverão responder: “ pois não!”. Todas saem do seu círculo, trocando de lugar. A que estava fora, deverá buscar um círculo também. Quem ficar sem lugar, recomeça o jogo.
Bingo humano: Cada criança receberá uma cartela. Após, deverá escolher o seu codinome: formado pelo seu apelido + seu prato predileto. Ao sinal, todos deverão preencher sua cartela com nome dos colegas. Após joga-se bingo com as cartelas. Quem preencher a sua primeiro vence o jogo.
- Jogo do rabisco: joga-se em dupla. Cada uma recebe uma folha. Uma criança inicia um desenho e passa a folha para a outra continuar e assim por diante até terminar o desenho.
- Jogo dos olhos: forma-se um círculo. Quando dois olhares das crianças se cruzarem, elas deverão trocar de lugar. O jogo termina conforme o interesse da turma.
- Autógrafo: Cada aluno recebe uma folha. Deverá conseguir o maior número de autógrafo dos seus colegas.
- Expressão de amizade: forma-se um círculo. Quem começa, olha para o colega da direita e diz “ amo o meu colega com A, porque ele é... ( e diz um adjetivo que comece com a letra A). A jogo prossegue com todas as letras do alfabeto.
- Sinais de trânsito: os alunos deverão, início da aula, colocar uma carinha ao lado do seu nome conforme seu humor.
Avaliação: Que cada aluno consiga integrar-se no grupo, participando ativamente, trocando experiências, resolvendo situações de conflito de forma tranqüila e convivendo adequadamente conforme as regras elaboradas pela da turma e os valores trabalhados em aula. Que o grupo como um todo consiga demonstrar maior autonomia e sensibilidade para resolver os problemas que surgem com mais tolerância e amabilidade.
Aprendendo a conviver adequadamente na escola
Objetivos:
Reconhecer a importância, compreender, valorizar e utilizar as regras• mínimas de boa convivência.
Vivenciar os valores universais (solidariedade,• respeito, colaboração...).
Interagir com os outros em diferentes grupos e• diferentes situações, relatando suas idéias e respeitando as idéias dos outros.
Dispor-se a buscar soluções pacíficas para os problemas, de forma• individual e coletiva, tanto envolvendo atitudes como conhecimento.
Saber• ouvir os outros em diferentes situações.
Resolver os conflitos sem brigar,• procurando controlar sua impulsividade.
Atuar com mais autonomia nas• atividades habituais e nas interações com o grupo, desenvolvendo as possibilidades de tomar iniciativa e estabelecer relações afetivas e respeitosas.
Colaborar no planejamento e realização das atividades de• grupo, respeitando pontos de vista contrários, articulando seus interesses com os dos outros, assumindo seu papel no grupo e suas responsabilidades.
• Estabelecer relações mais equilibradas e construtivas com os colegas com os colegas, comportando-se de maneira solidária, valorizando as diferenças e rechaçando qualquer tipo de discriminação.
Atividades:
- Trabalho com textos e ou livros diversos que sugerem temas como solidariedade, respeito aos outros, boas maneiras, cooperação, estímulo à sensibilidade e reflexão...
- Jogos e dinâmicas que estimulem a amizade, cooperação e o respeito às diferenças.
- Elaboração de frases e histórias que enfatizem a convivência adequada no grupo.
- Dramatização de situações de conflito que podem surgir na escola, confrontando com a dramatização do que seria a atitude mais adequada para o momento.
- Trabalho em parceria com a professora de Ensino Religioso, procurando desenvolver assuntos sobre valorização à vida, amor ao próximo, estímulo aos bons sentimentos e atitudes...
- Conversas informais (rodinha) para refletir sobre situações que surgem em aula ou temas abordados em textos, buscando soluções no grupo e valorizando a participação e o comprometimento de todos.
- Atividades em grupo e duplas
- Manual da Convivência
- Definição das regras de convivência da turma
- Eu vi uma barata: forma-se um círculo com as crianças. Uma inicia dizendo “ eu vi uma barata na fulana”. Quem estiver a sua direita deverá defender seu amigo dizendo: “ não, na fulana a barata não está. Eu vi foi na beltrana”. O jogo prossegue até que todos sejam chamados.
- Corpo a corpo: os alunos circulam pela sala e na ordem do professor juntam as partes do corpo solicitado: mão 5, braço 3, cabeça 4,...
- A bola da vez: forma-se um círculo com os alunos. Um começa jogando uma bola a um colega e dizendo o seu nome. Este continua o jogo, atirando a bola para o outro e assim por diante.
- Você sabe quem são seus colegas? : folha com perguntas.
- Dança das cadeiras: formam-se dois círculos de crianças, um fora e outro dentro. Os alunos deverão conversar com o seu colega da frente sobre o que mais gosta de fazer em casa quando não está no colégio. Ao sinal da professora, a roda do meio irá girar uma vez, seguindo a mesma conversa até que todos conversem com todos.
Jogo do nome: cada aluno tira de um saco o nome de um colega. Escreve seu nome, bem grande, numa folha de ofício e procura escrever o maior número de palavras que conhece que começam com a mesma letra.
- Dinâmica do Elefante: Cada criança receberá o desenho de um elefante onde deverá escrever uma palavra que a turma não deverá esquecer até o final do ano.
- Escrever um recadinho para um amigo ( sortear quem escreve para quem).
- Fazer um desenho bem bonito, escrevendo de: e para: ( sortear quem desenha para quem).
- Ursinho: forma-se um círculo. Neste círculo passará um ursinho. Cada criança deverá fazer nele um gesto. Quando todos tiverem terminado, a professora explicará que os alunos deverão fazer o mesmo gesto que fizeram no ursinho no colega da direita.
- Empresta-me tua casinha? Desenha-se no chão vários círculos ( um a menos que o número de crianças). Cada círculo será ocupado por uma criança. A que ficar sem a casinha deverá chegar a uma criança e dizer: “ empresta-me tua casinha?”. Todas as outras deverão responder: “ pois não!”. Todas saem do seu círculo, trocando de lugar. A que estava fora, deverá buscar um círculo também. Quem ficar sem lugar, recomeça o jogo.
Bingo humano: Cada criança receberá uma cartela. Após, deverá escolher o seu codinome: formado pelo seu apelido + seu prato predileto. Ao sinal, todos deverão preencher sua cartela com nome dos colegas. Após joga-se bingo com as cartelas. Quem preencher a sua primeiro vence o jogo.
- Jogo do rabisco: joga-se em dupla. Cada uma recebe uma folha. Uma criança inicia um desenho e passa a folha para a outra continuar e assim por diante até terminar o desenho.
- Jogo dos olhos: forma-se um círculo. Quando dois olhares das crianças se cruzarem, elas deverão trocar de lugar. O jogo termina conforme o interesse da turma.
- Autógrafo: Cada aluno recebe uma folha. Deverá conseguir o maior número de autógrafo dos seus colegas.
- Expressão de amizade: forma-se um círculo. Quem começa, olha para o colega da direita e diz “ amo o meu colega com A, porque ele é... ( e diz um adjetivo que comece com a letra A). A jogo prossegue com todas as letras do alfabeto.
- Sinais de trânsito: os alunos deverão, início da aula, colocar uma carinha ao lado do seu nome conforme seu humor.
Avaliação: Que cada aluno consiga integrar-se no grupo, participando ativamente, trocando experiências, resolvendo situações de conflito de forma tranqüila e convivendo adequadamente conforme as regras elaboradas pela da turma e os valores trabalhados em aula. Que o grupo como um todo consiga demonstrar maior autonomia e sensibilidade para resolver os problemas que surgem com mais tolerância e amabilidade.
Convivência Escolar
As instituições de Educação Básica têm enfrentado problemas referentes à conduta
dos seus professores, funcionários e alunos diante dos conflitos que ocorrem diariamente em
seus interiores. A falta de mecanismos eficazes para resolução desses conflitos gera
insatisfação por parte de todos e angústia entre os profissionais que lá atuam, pois na maioria
das vezes não encontram saídas para corrigir situações que acabam por prejudicar o bom
andamento das questões educacionais, dificultando as relações de convivência.
De acordo com o Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação
para o século XXI (1998), é importante ressaltar que a convivência escolar será um dos
grandes desafios deste século. Com base na Lei Federal nº 9.394 de 20/12/1996, entende-se
que o processo de formação de profissionais para a Educação Básica tem como finalidade a
preparação destes para o atendimento “dos objetivos dos diferentes níveis e modalidades de
ensino” e “às características de cada fase do desenvolvimento do educando”, fundamentado
na associação entre teorias e práticas (art. 61). Observa-se também que estes trabalhadores, ao
ingressarem no mercado de trabalho, não demonstram possuir habilidades desenvolvidas
suficientemente para atender à realidade educacional presente, principalmente no que diz
respeito às adversidades existentes no interior das escolas. Disputas internas, autoritarismo,
incompetência, desrespeito às diferenças, descontrole emocional, injustiças, comunicação
distorcida e falta de motivação são exemplos de comportamentos que freqüentemente geram
alguma forma de conflito.
Segundo Aquino (1996), “há muito, os conflitos deixaram de ser um evento
esporádico e particular no cotidiano das escolas brasileiras para se tornarem, talvez, um dos
maiores obstáculos pedagógicos dos dias atuais”.
É indiscutível a importância de um ambiente escolar que favoreça a convivência
harmoniosa entre seus sujeitos, seja para a promoção da aprendizagem, o principal objetivo da
escola, seja para a formação do aluno de modo geral e o bem estar de todos. Entretanto, a
qualidade deste convívio vem sendo questionada, cada vez mais. Por isso a pesquisa buscou
identificar os caminhos usados pelos professores para a resolução dos conflitos dentro dos
espaços escolares, ouvindo não só o ponto de vista deles, mas também dos alunos. Procurou
também, investigar como alunos e professores percebem o convívio em suas escolas, tanto no
que diz respeito aos conflitos mal resolvidos, como em relação à sua percepção sobre o
funcionamento da escola, a organização do estabelecimento, a aplicação e o cumprimento das
regras, a qualidade das relações interpessoais, e, ainda, de suas crenças acerca das causas e
estratégias para a resolução dos conflitos. Pensar numa escola voltada para os dias atuais,
onde se encontra uma clientela muito diferente de outrora.
Como dizia Paulo Freire, “comunicar-se com os alunos é altamente positivo,
contribuindo para a formação de cidadãos responsáveis e críticos”. Ainda:
Como educador, devo estar constantemente advertido com relação a este respeito
que implica igualmente o que devo ter por mim mesmo. ...o respeito à autonomia e à
dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não
conceder uns aos outros. (FREIRE,1996, p. 59).
A escola é feita de momentos, sendo que a forma que ela assume em cada situação é
sempre o resultado provisório do movimento permanente de transformação, pressupondo
tensões, conflitos, esperanças e busca por propostas alternativas.
A partir de uma revisão das pesquisas brasileiras sobre a convivência escolar,
SPOSITO (2001) revela que “o seu estudo é relativamente recente no Brasil, tendo a maioria
iniciada na década de 1980”. Além disso, nota-se a dificuldade em caracterizar a grandeza do
fenômeno em termos locais, que pode ser atribuído a iniciativas dispersas do poder público na
coleta de informações e à ausência de mecanismos de registros, verificação e avaliação das
ocorrências. Ocorre que, geralmente, os casos somente são levados e analisados pelas
autoridades quando se infringem direitos adquiridos pelos cidadãos, previstos na Constituição
Federal Brasileira (1988) e o Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Federal nº 8.069 de
13/07/1990.
Considerando que a diversidade pode ser uma das principais fontes de conflito nas
escolas, situação que se agrava cada vez mais devido à falta de conhecimento e compreensão
de alternativas para enfrentar os conflitos, assim como capacidade limitada para viver com as
diferenças presentes em nossa sociedade, observa-se que a escola como um todo deve colocar
objetivos pedagógicos para enfrentar o conflito. Uma das principais inseguranças e
dificuldades reside em como lidar com as desavenças. Os profissionais que lidam com a
educação, em geral, sentem-se despreparados para atuar com os desentendimentos e a brigas
entre alunos e, sobretudo entre alunos e professores. Na maioria das vezes, se frustram por
não encontrarem soluções concretas para a resolução desses problemas.
O trabalho do professor não é o de fixar, através de receitas prontas, comportamentos
pré-estabelecidos, mas o de criar, segundo seus objetivos e as características daquilo que
ensina, métodos de ação e pensamento que considerem valiosos. “Ter um método para
transmitir disciplinas não é de ter um discurso sobre a disciplina, mas é criar uma maneira de
trabalhar”.AQUINO (1996).
dos seus professores, funcionários e alunos diante dos conflitos que ocorrem diariamente em
seus interiores. A falta de mecanismos eficazes para resolução desses conflitos gera
insatisfação por parte de todos e angústia entre os profissionais que lá atuam, pois na maioria
das vezes não encontram saídas para corrigir situações que acabam por prejudicar o bom
andamento das questões educacionais, dificultando as relações de convivência.
De acordo com o Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação
para o século XXI (1998), é importante ressaltar que a convivência escolar será um dos
grandes desafios deste século. Com base na Lei Federal nº 9.394 de 20/12/1996, entende-se
que o processo de formação de profissionais para a Educação Básica tem como finalidade a
preparação destes para o atendimento “dos objetivos dos diferentes níveis e modalidades de
ensino” e “às características de cada fase do desenvolvimento do educando”, fundamentado
na associação entre teorias e práticas (art. 61). Observa-se também que estes trabalhadores, ao
ingressarem no mercado de trabalho, não demonstram possuir habilidades desenvolvidas
suficientemente para atender à realidade educacional presente, principalmente no que diz
respeito às adversidades existentes no interior das escolas. Disputas internas, autoritarismo,
incompetência, desrespeito às diferenças, descontrole emocional, injustiças, comunicação
distorcida e falta de motivação são exemplos de comportamentos que freqüentemente geram
alguma forma de conflito.
Segundo Aquino (1996), “há muito, os conflitos deixaram de ser um evento
esporádico e particular no cotidiano das escolas brasileiras para se tornarem, talvez, um dos
maiores obstáculos pedagógicos dos dias atuais”.
É indiscutível a importância de um ambiente escolar que favoreça a convivência
harmoniosa entre seus sujeitos, seja para a promoção da aprendizagem, o principal objetivo da
escola, seja para a formação do aluno de modo geral e o bem estar de todos. Entretanto, a
qualidade deste convívio vem sendo questionada, cada vez mais. Por isso a pesquisa buscou
identificar os caminhos usados pelos professores para a resolução dos conflitos dentro dos
espaços escolares, ouvindo não só o ponto de vista deles, mas também dos alunos. Procurou
também, investigar como alunos e professores percebem o convívio em suas escolas, tanto no
que diz respeito aos conflitos mal resolvidos, como em relação à sua percepção sobre o
funcionamento da escola, a organização do estabelecimento, a aplicação e o cumprimento das
regras, a qualidade das relações interpessoais, e, ainda, de suas crenças acerca das causas e
estratégias para a resolução dos conflitos. Pensar numa escola voltada para os dias atuais,
onde se encontra uma clientela muito diferente de outrora.
Como dizia Paulo Freire, “comunicar-se com os alunos é altamente positivo,
contribuindo para a formação de cidadãos responsáveis e críticos”. Ainda:
Como educador, devo estar constantemente advertido com relação a este respeito
que implica igualmente o que devo ter por mim mesmo. ...o respeito à autonomia e à
dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não
conceder uns aos outros. (FREIRE,1996, p. 59).
A escola é feita de momentos, sendo que a forma que ela assume em cada situação é
sempre o resultado provisório do movimento permanente de transformação, pressupondo
tensões, conflitos, esperanças e busca por propostas alternativas.
A partir de uma revisão das pesquisas brasileiras sobre a convivência escolar,
SPOSITO (2001) revela que “o seu estudo é relativamente recente no Brasil, tendo a maioria
iniciada na década de 1980”. Além disso, nota-se a dificuldade em caracterizar a grandeza do
fenômeno em termos locais, que pode ser atribuído a iniciativas dispersas do poder público na
coleta de informações e à ausência de mecanismos de registros, verificação e avaliação das
ocorrências. Ocorre que, geralmente, os casos somente são levados e analisados pelas
autoridades quando se infringem direitos adquiridos pelos cidadãos, previstos na Constituição
Federal Brasileira (1988) e o Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei Federal nº 8.069 de
13/07/1990.
Considerando que a diversidade pode ser uma das principais fontes de conflito nas
escolas, situação que se agrava cada vez mais devido à falta de conhecimento e compreensão
de alternativas para enfrentar os conflitos, assim como capacidade limitada para viver com as
diferenças presentes em nossa sociedade, observa-se que a escola como um todo deve colocar
objetivos pedagógicos para enfrentar o conflito. Uma das principais inseguranças e
dificuldades reside em como lidar com as desavenças. Os profissionais que lidam com a
educação, em geral, sentem-se despreparados para atuar com os desentendimentos e a brigas
entre alunos e, sobretudo entre alunos e professores. Na maioria das vezes, se frustram por
não encontrarem soluções concretas para a resolução desses problemas.
O trabalho do professor não é o de fixar, através de receitas prontas, comportamentos
pré-estabelecidos, mas o de criar, segundo seus objetivos e as características daquilo que
ensina, métodos de ação e pensamento que considerem valiosos. “Ter um método para
transmitir disciplinas não é de ter um discurso sobre a disciplina, mas é criar uma maneira de
trabalhar”.AQUINO (1996).
quarta-feira, 18 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Piso salarial do magistério
Piso do magistério será reajustado em 15,85% e subirá para R$ 1.187 Quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 - 17:53 O piso salarial do magistério deve ser reajustado em 15,85%. A correção reflete a variação ocorrida no valor mínimo nacional por aluno no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de 2010, em relação ao valor de 2009. E eleva a remuneração mínima do professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais para R$ 1.187,00.
De acordo com o MEC, a nova remuneração está assegurada pela Constituição Federal e deve ser acatada em todo o território nacional pelas redes educacionais públicas, municipais, estaduais e particulares.
Com relação à reivindicação da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), de aplicação do reajuste em abril, o MEC observa que o aumento é determinado de acordo com a definição do custo por aluno estabelecido pela Lei nº 11.494, de 20 de junho de 2007 [Lei do Fundeb], no início de cada ano.
O MEC aprova resolução da Comissão Intergovernamental para Financiamento da Educação de Qualidade, que atenua os critérios para permitir a prefeituras e a governos estaduais complementar o orçamento com verbas federais e cumprir a determinação do piso da magistratura. A comissão é integrada também pelo Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
Critérios — Os novos critérios exigidos de estados e municípios para pedido de recursos federais destinados ao cumprimento do piso salarial do magistério abrangem:
•Aplicar 25% das receitas na manutenção e no desenvolvimento do ensino
•Preencher o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope)
•Cumprir o regime de gestão plena dos recursos vinculados para manutenção e desenvolvimento do ensino
•Dispor de plano de carreira para o magistério, com lei específica
•Demonstrar cabalmente o impacto da lei do piso nos recursos do estado ou município
Com base nessas comprovações, o MEC, que reserva aproximadamente R$ 1 bilhão do orçamento para apoiar governos e prefeituras, avaliará o esforço dessas administrações na tentativa de pagar o piso salarial dos professores.
Assessoria de Comunicação Social
De acordo com o MEC, a nova remuneração está assegurada pela Constituição Federal e deve ser acatada em todo o território nacional pelas redes educacionais públicas, municipais, estaduais e particulares.
Com relação à reivindicação da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), de aplicação do reajuste em abril, o MEC observa que o aumento é determinado de acordo com a definição do custo por aluno estabelecido pela Lei nº 11.494, de 20 de junho de 2007 [Lei do Fundeb], no início de cada ano.
O MEC aprova resolução da Comissão Intergovernamental para Financiamento da Educação de Qualidade, que atenua os critérios para permitir a prefeituras e a governos estaduais complementar o orçamento com verbas federais e cumprir a determinação do piso da magistratura. A comissão é integrada também pelo Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
Critérios — Os novos critérios exigidos de estados e municípios para pedido de recursos federais destinados ao cumprimento do piso salarial do magistério abrangem:
•Aplicar 25% das receitas na manutenção e no desenvolvimento do ensino
•Preencher o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope)
•Cumprir o regime de gestão plena dos recursos vinculados para manutenção e desenvolvimento do ensino
•Dispor de plano de carreira para o magistério, com lei específica
•Demonstrar cabalmente o impacto da lei do piso nos recursos do estado ou município
Com base nessas comprovações, o MEC, que reserva aproximadamente R$ 1 bilhão do orçamento para apoiar governos e prefeituras, avaliará o esforço dessas administrações na tentativa de pagar o piso salarial dos professores.
Assessoria de Comunicação Social
sábado, 5 de fevereiro de 2011
terça-feira, 30 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Blog do Sared: Os novos conselheiros
Blog do Sared: Os novos conselheiros: "Os nomes em cor azul (cinco primeiros) são os dos eleitos titulares na eleição para o Conselho Tutelar realizada neste domingo. As informaçõ..."
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
RESPOSTA REVISTA VEJA de uma PROFESSORA DO PARANÁ
"É a mais pura verdade, pena que não tenha o nome desta professora para agradecermos pelo desabafo de toda nossa classe."
RESPOSTA REVISTA VEJA
Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador.
Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticas as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.
Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e ...disciplina.
Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até à passeios interessantes, planejados, minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes” elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;
Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 m .de intervalo, onde tem que se escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário. Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.
Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.
Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se.
Em vez de cronômetros precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo
Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim ouve-se falar em cronômetros. Francamente !!!
Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de bandidismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.
RESPOSTA REVISTA VEJA
Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador.
Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticas as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.
Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e ...disciplina.
Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até à passeios interessantes, planejados, minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes” elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;
Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 m .de intervalo, onde tem que se escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário. Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.
Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.
Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se.
Em vez de cronômetros precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo
Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim ouve-se falar em cronômetros. Francamente !!!
Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de bandidismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.
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